4. Há gradualidade nos pecados?
Sim, mas, quanto a PECADOS e não quanto ao PECADO. Como já vimos, existe um único pecado que nos condena para a perdição eterna, e que crendo em Cristo ele é perdoado e mudado nosso destino por isso, de morte eterna para vida eterna, e se trata de uma experiência única irrepetível. Ninguém pode nascer de novo várias vezes; nesse caso, se deveria ler nas Escrituras, principalmente em Juan 3 não apenas “deves nascer de novo” senão deves nascer por terceira vez, quarta ou quinta...”. Não tem sentido. Ou você nasceu de novo, ou seja, experimentou o Novo nascimento, ou não o viveu ainda. E quando o experimente, nunca mais deixará de saber o que é “por experiência”.
Porém, a vida humana sempre é acometida de pecados, até mesmo a dos renascidos. Claro, os que ainda não experimentaram o Novo Nascimento, continuam ou caem no vício do pecado, mas quem realmente nasceu de novo, vai deixando o pecado gradativamente, e nalguns casos, repentinamente alguns, mas, de repente outros pecados não pode vencer, e alguns até partem com certos pecados não vencidos. Deus advertiu a Caim que se ele não vencesse o pecado, o pecado o venceria a ele. O Pecado que foi removido de nós ao crermos em Jesus, não foi porque nós o vencemos, senão por pura graça. Assim que esse versículo de Gênesis 4. 7 deve se referir aos PECADOS [em plural]. O cristão nascido de novo ainda pode se deixar vencer por algum pecado, ou nunca vencer determinados vícios, ou levar a vida toda tentando vence-lo, até sem sucesso. Senão, para que estaria o Ato da Ressurreição e a Glorificação quando recém ai, mudamos de corpo [pecador] corruptível para corpo incorruptível? Paulo expressou que se ele morria antes da Vinda de Cristo, sería despido e VESTIDO com corpo novo, mas se Cristo não viesse ao momento de sua morte, ele deveria aguardar pela Ressurreição para ser REVESTIDO.
Poderia citar vários versículos que comprovam a gradualidade dos PECADOS, más, como este trabalho é só para despertar e acompanhar de volta às Escrituras aos irmãos, a leitura da Bíblia, as pesquisas e as comprovações correm por conta de cada estudante desta palavra.
Para não ser salvo, basta não crer em Jesus, por mais que a gente seja perfeitinho, moral e legalmente impecável. Para ser salvo, basta crer no Senhor Jesus. Mas, para a glorificação, e o Reino, se necessita seguir a Jesus [Discipulado] carregar a cruz [Sofrimentos] e negar o “Eu” [Renúncia constante até o martírio, se necessário], e ser constantemente tratado por Deus na “vida de Igreja” para que se cumpra Efésios 4. 13, e; ser revestido de um novo corpo no momento da Glorificação final.
Por isso a Igreja necessita de HOMENS-DONS, Ministros Competentes do Novo Pacto a fim de aperfeiçoar aos santos para o Ministério do Corpo, e para a Plenitude Corporativa e não individual.
Só com uma boa equipe de Ministros Aperfeiçoadores é que se distingue um congregante que nunca experimentou o Renascimento, de outro que embora renascido, envelhece com defeitos que nunca melhora nem muda, pois, esses ministros saberão distinguir os cinco níveis de Filhos de Deus no Novo Testamento, segundo o Grego, ou ainda mais comprimida a gradualidade, Pais, jovens e filhinhos em Juan.
No caso que um congregante não nasceu de novo, vamos maltrata-lo? Não! Temos que adequar o ambiente para que nasça de novo, até vê-lo vivificado no seu espírito de verdade.
As denominações que precisam, gostam ou defendem estruturas asfixiantes,
precisarão muito cuidado para não se enganar com um pagão dirigindo seus
cultos, tocando a música, conduzindo a adoração, ou pregando e ensinando, ou
liderando pessoas, mas a Igreja
Verdadeiramente Militante, não tem
nenhuma estrutura que cuidar, mas também não pode se deixar invadir, nem dominar,
nem mudar para as ideias de um pagão na congregação.
Como já vimos, somos salvos eternamente, quando nascemos de novo, ou seja, passamos de Morte eterna para a Vida eterna. Se esse acontecimento, como é natural, é instantâneo e não processual, ou gradativo, então, se nasce para a eternidade instantaneamente, mas, a Salvação propriamente, cumpre três etapas: O momento instantâneo de quando cremos em Jesus, passando de morte para vida, e o processo chamado santificação, mais o momento também instantâneo da Glorificação posterior à ressurreição dos mortos. Até podemos afirmar que fomos salvos, estamos sendo salvados e seremos salvos, e tanto para a palavra salvar e para o verbo livrar o NT usa os três tempos verbais. Mas, ninguém se santifica se não se consagra; e ninguém se consagra, se não tiver nascido de novo; e ninguém parte perfeito, absolutamente sem pecados, porque a PERFEIÇÃO não é individual senão CORPORATIVA. Por isso que como elementos de graça salvífica podemos afirmar que a Bíblia estabelece a Graça, a Fé, a Palavra e o Corpo, a Igreja reunida por cidades como UNA [de unidade].

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