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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Que compreende Hamartia: Parte 3:

 

6.                 Que ou Quantos pecado/s devem ser perdoados para ser salvo?

Também já foi explicado em parte. Agora esclareçamos que para a salvação como ato inicial de passar de morte para a vida, houve o perdão do único pecado que nos separava de Deus, o pecado eterno, o de não crer no Senhor Jesus. Se assim não for, não haveria Hebreus capítulo 11 com uma lista de SALVOS PELA FE, do Antigo Pacto. Pois, lá também estava a GRAÇA SALVADORA, só que as pessoas deviam procura-la, daí que Noé “achou graça diante de Deus”, assim como todos os crentes do Antigo Testamento.

No AT se vivia na Dispensação ou Era da Alma, e de Adão a Moisés, na Era da Carne, e de Cristo em adiante, na Era do Espírito, por tanto, na Era da Alma Deus provava aos homens, não que ele precisasse, mas para que eles se convenceram por si mesmos de que necessitavam de um salvador e que pela observância da Lei jamais chegariam à justificação para ser salvos.

Ali a Fé salvadora era na expectativa de um salvador futuro. A nossa salvação hoje, é numa atitude pretérita para um salvador passado. Ali as mulheres se deixavam engravidar, muitas delas, na expectativa de que seu filho fosse o Messias prometido, e isto foi tomado como Fé por Deus, até mesmo nos casos em que não aceitavam o resgate de seus filhos escravizados até a morte. Mas, depois que Deus provou aos homens a inutilidade de seus esforços sem a Fé, lhes mostrou outro caminho, o caminho da Graça.

Resultante disto, Deus sempre simplificou a salvação como passar de morte para vida, só que, seria uma obra de perdão do único pecado que impedia o novo nascimento, e como o seu plano original ao colocar aos humanos diante da Árvore da Vida, foi que uma vez criados com a vida divina, eles se alimentassem somente de Deus, a Vida, para que essa salvação inicial crescesse neles até a reunião de muitos salvos em um só corpo para ser o Corpo do Filho, sua Esposa, conforme planejaram antes da fundação do mundo, continuou no mesmo plano, só que agora, na sua segunda etapa, a da Redenção.

Nesta etapa, distinta da Criação, e da Filiação, que é a terceira e última etapa do seu Plano Eterno, as pessoas nascem de novo e só crescem até a sua inclusão no Corpo de Cristo e a maturidade de conjunto, para a eternidade futura, por tanto, o perdão de seus pecados também são uma constante enquanto foram salvos, estão sendo salvos e serão salvos.

7.                 Temos que fazer ao pecador ver seus pecados para que possa ser salvo?

Nunca! Isso não é O Evangelho. A Salvação é obra exclusiva do Salvador, planificada pela Trindade Divina na Eternidade passada, e elaborada para que o Pai dê ao Filho os que haveriam de ser salvos, o Espírito Santo convenceria ao homem de pecado, de justiça e juízo, e o Filho os salvaria. Deus não é improvisado, nem permitirá que um humano pecador seja coautor de nossa salvação com Ele.

O Evangelho Legalista: prega mudança de vida antes de a pessoa ser salva, e na prática, espera que uma pessoa moralmente boa, não precise da experiência do Novo Nascimento, ou que para ela seja mais fácil. Provam exatamente com o que os judeus provaram e fracassou [Rm. 8. 3]. Nenhum judeu do Antigo Testamento foi salvo por guardar a Lei, senão pura e exclusivamente pela Fé num Cristo apenas prometido, porém futuro.

O Evangelho Sionista: prega alertando dos pecados, da justiça e do juízo de Deus, exatamente o contrário do que não se deve fazer, usurpando a função do Espírito Santo.

O Evangelho de Jesus Cristo: Romanos 14 detalha três [3] coisas que não devemos usar para julgar se uma pessoa é salva ou não; se tem sido perdoada, ou não; se está em pecado ou não, e são: 1) tempo; 2) comida; 3) bebida; 4). A pessoa pode guardar um dia diferente, ou nenhum, ou todos os dias; pode comer muito ou pouco, animal afogado ou sangre de animal, ou somente caviar, e consequentemente, se ainda pratica coisas do judaísmo ou de outras religiões, ou do paganismo. O Evangelho é tão BOA NOTÍCIA, que a Igreja primitiva teve de fazer seu Primeiro Concílio para combinar entre judeus e gentis apenas quatro coisas que os gentis não deviam fazer, a fim de não fechar as portas da salvação dos judeus que jamais tinham ouvido do Evangelho e agora estavam entrando para a Igreja. Das quatro coisas, somente duas permanecem até hoje: a idolatria, e a fornicação; afogado e sangue Jesus desestimou claramente em Mateus 15. 11 e os apóstolos em Romanos 14. 20.

Quando Romanos 14. 14 ao 17 coloca A Palavra como elemento salvífico, não se refere à palavra do homem, nem muito menos às palavras de mandatos sociais ou religiosos, senão à Palavra constitutiva do Evangelho que é Poder de Deus suficiente para salvar.

Que compreende Hamartia: Parte 2:

 

4.       Há gradualidade nos pecados?

Sim, mas, quanto a PECADOS e não quanto ao PECADO. Como já vimos, existe um único pecado que nos condena para a perdição eterna, e que crendo em Cristo ele é perdoado e mudado nosso destino por isso, de morte eterna para vida eterna, e se trata de uma experiência única irrepetível. Ninguém pode nascer de novo várias vezes; nesse caso, se deveria ler nas Escrituras, principalmente em Juan 3 não apenas “deves nascer de novo” senão deves nascer por terceira vez, quarta ou quinta...”. Não tem sentido. Ou você nasceu de novo, ou seja, experimentou o Novo nascimento, ou não o viveu ainda. E quando o experimente, nunca mais deixará de saber o que é “por experiência”.

Porém, a vida humana sempre é acometida de pecados, até mesmo a dos renascidos. Claro, os que ainda não experimentaram o Novo Nascimento, continuam ou caem no vício do pecado, mas quem realmente nasceu de novo, vai deixando o pecado gradativamente, e nalguns casos, repentinamente alguns, mas, de repente outros pecados não pode vencer, e alguns até partem com certos pecados não vencidos. Deus advertiu a Caim que se ele não vencesse o pecado, o pecado o venceria a ele. O Pecado que foi removido de nós ao crermos em Jesus, não foi porque nós o vencemos, senão por pura graça. Assim que esse versículo de Gênesis 4. 7 deve se referir aos PECADOS [em plural]. O cristão nascido de novo ainda pode se deixar vencer por algum pecado, ou nunca vencer determinados vícios, ou levar a vida toda tentando vence-lo, até sem sucesso. Senão, para que estaria o Ato da Ressurreição e a Glorificação quando recém ai, mudamos de corpo [pecador] corruptível para corpo incorruptível? Paulo expressou que se ele morria antes da Vinda de Cristo, sería despido e VESTIDO com corpo novo, mas se Cristo não viesse ao momento de sua morte, ele deveria aguardar pela Ressurreição para ser REVESTIDO.

Poderia citar vários versículos que comprovam a gradualidade dos PECADOS, más, como este trabalho é só para despertar e acompanhar de volta às Escrituras aos irmãos, a leitura da Bíblia, as pesquisas e as comprovações correm por conta de cada estudante desta palavra.

Para não ser salvo, basta não crer em Jesus, por mais que a gente seja perfeitinho, moral e legalmente impecável. Para ser salvo, basta crer no Senhor Jesus. Mas, para a glorificação, e o Reino, se necessita seguir a Jesus [Discipulado] carregar a cruz [Sofrimentos] e negar o “Eu” [Renúncia constante até o martírio, se necessário], e ser constantemente tratado por Deus na “vida de Igreja” para que se cumpra Efésios 4. 13, e; ser revestido de um novo corpo no momento da Glorificação final.

Por isso a Igreja necessita de HOMENS-DONS, Ministros Competentes do Novo Pacto a fim de aperfeiçoar aos santos para o Ministério do Corpo, e para a Plenitude Corporativa e não individual.

Só com uma boa equipe de Ministros Aperfeiçoadores é que se distingue um congregante que nunca experimentou o Renascimento, de outro que embora renascido, envelhece com defeitos que nunca melhora nem muda, pois, esses ministros saberão distinguir os cinco níveis de Filhos de Deus no Novo Testamento, segundo o Grego, ou ainda mais comprimida a gradualidade, Pais, jovens e filhinhos em Juan.

No caso que um congregante não nasceu de novo, vamos maltrata-lo? Não! Temos que adequar o ambiente para que nasça de novo, até vê-lo vivificado no seu espírito de verdade.

As denominações que precisam, gostam ou defendem estruturas asfixiantes, precisarão muito cuidado para não se enganar com um pagão dirigindo seus cultos, tocando a música, conduzindo a adoração, ou pregando e ensinando, ou liderando pessoas, mas a Igreja Verdadeiramente Militante, não tem nenhuma estrutura que cuidar, mas também não pode se deixar invadir, nem dominar, nem mudar para as ideias de um pagão na congregação.

5. Quando somos salvos eternamente?

Como já vimos, somos salvos eternamente, quando nascemos de novo, ou seja, passamos de Morte eterna para a Vida eterna. Se esse acontecimento, como é natural, é instantâneo e não processual, ou gradativo, então, se nasce para a eternidade instantaneamente, mas, a Salvação propriamente, cumpre três etapas: O momento instantâneo de quando cremos em Jesus, passando de morte para vida, e o processo chamado santificação, mais o momento também instantâneo da Glorificação posterior à ressurreição dos mortos.   Até podemos afirmar que fomos salvos, estamos sendo salvados e seremos salvos, e tanto para a palavra salvar e para o verbo livrar o NT usa os três tempos verbais. Mas, ninguém se santifica se não se consagra; e ninguém se consagra, se não tiver nascido de novo; e ninguém parte perfeito, absolutamente sem pecados, porque a PERFEIÇÃO não é individual senão CORPORATIVA. Por isso que como elementos de graça salvífica podemos afirmar que a Bíblia estabelece a Graça, a Fé, a Palavra e o Corpo, a Igreja reunida por cidades como UNA [de unidade].

Que compreende Hamartia: Parte 1:

 

1.                 Qual é o alvo que erramos para nos tornar pecadores?

Um único pecado nos faz virar pecadores, e ó erro de Caim. Os irmãos ouviram a história da Criação e da Queda da boca de seus pais, e Abel de imediato interpretou Gênesis 3. 15, imaginando que a morte de uma ovelha inocente, pagaria o pecado cometido pelos pais e lhes restauraria a todos eles. Provavelmente o animal matado por Deus para cobrir a Adão e Eva nus, fosse uma ovelha, um carneiro, mas, Caim ficou o trauma da sentença de que deveriam trabalhar duro, e com o suor de sua frente alcançar seu próprio pão, o seja, “se arrumar sozinhos”, sem Deus.

Não existe qualquer outra hipótese. Ali nasceu um caminho de volta à Árvore da Vida diferente do de Deus; o caminho do esforço próprio; da religião, então, a religião, e o esforço próprio, a meritocracia, conformam o SINAL DE CAÍN que vai durar até o fim dos tempos, quando Deus mesmo o aniquilará.

Estava o Caminho de Deus, que é Cristo Jesus profetizado em Gênesis 3. 15 e antes, pelo tipo da cobertura animal que Deus deu ao casal nu, e o Caminho de Caim condenado por Deus [Judas 11].

Consequentemente, rejeitar o Cristo, não crer nele, é o Caminho de Caim. Não em vão Jesus disse em João 14. 1: “credes em Deus, crede também em mim”. Em incontáveis vezes o Cristo de Deus referindo-se a Ele afirmou que quem tem ao Filho, tem ao Pai, ou, quem crê no Filho, tem a vida eterna, e que crendo nele, se passa de morte eterna para vida eterna. Crer no Messias Jesus, faz toda a diferença e resolve de vez a condenação eterna e a morte eterna, por tanto, esse é o único pecado que nos impedia ser salvos, e que crendo nele, o problema fica definitivamente resolvido.

Pela cita de João, vemos também que não alcança com dizer “eu creio em Deus”. Enquanto Deus não se encarna e não se faz homem, não temos salvação eterna, por mais bom guardador da crença num Deus único que tenhamos.

2.                 Quantas vezes que erremos o alvo será necessário para que Deus nos considere pecadores?

Resultante da compreensão da pergunta respondida antes, fica claro que basta que erramos uma só vez, já nos tornamos pecadores. Basta que um só homem peque, Adán, que toda humanidade que provêm dele nasça já pecadora. Nascemos em pecados e delitos. Esta não é uma situação, senão uma condição nata; independente de quantos pecados depois tenhamos, no nosso crescimento humano.

3.                 Quantas classes de pecados existe na Bíblia?

Na Bíblia existe cinco [5] classes de pecados, e para cada pecado uma classe de consequência e uma classe de perdão, próprios e específicos para cada um deles.

A)                O Pecado Eterno [de não crer no Messias de Deus], cuja consequência é a morte eterna e a sua solução ao crermos nele, é o perdão eterno, ou seja, a salvação e a vida eterna;

B)                O Pecado que faz à pessoa perder a comunhão com os irmãos. Viram que quando um irmão peca em algo ofensivo y daninho para o Corpo de Cristo ele sozinho vai se apartando dos irmãos? Bem a consequência de seu pecado é a perda da comunhão com os irmãos; então, seu perdão será um perdão outorgado pela Igreja toda, e a restauração da comunhão;

C)                O Pecado privado, oculto, ou por contaminação, ou inconsciente, que traz por consequência a perda da comunhão pessoal com Deus. É só a pessoa voltar ao Senhor, e receberá o perdão, e consequentemente a comunhão com Deus lhe é restaurada automaticamente, sem necessidade de confessar para ninguém. Se assim fizer, seu pecado passa à classe anterior.   

D)               O Pecado com Disciplina. É o Pecado Público que gera a consequência da contaminação para com muitos, até os de fora da Igreja, e que prejudica à Igreja, por tal razão, além do perdão da Igreja, também deverá cumprir alguma disciplina depois de confessado, reconhecido, arrependido e perdoado;

E)                O Pecado “Dominante”. Existem situações em que a confissão, o arrependimento, o perdão e qualquer disciplina são improváveis, seja porque o pecador morre, ou muda de lugar e não tem como se reconectar, ou fica isolado ou preso, ou impedido de aproximação da pessoa ofendida, ou o ofensor não consegue perdoar, ou a pessoa tem um vício irrecuperável por determinadas razões como a homossexualidade, um aborto cometido, a toma da mulher alheia, ou um homicídio ou o suicídio vingativo, então, a sua consequência é a separação nesta vida, e a sua solução só se dará durante o Milênio quando o pecador por ofender ou por não perdoar ficará por mil anos nas trevas de fora se arrependendo até findar o Milênio quando receberá o perdão de Deus. Para este caso é bom ler Mateus 5. 23-26 quando o perdão dele à sua vítima será uma oferenda a Deus, e para ele será sua liberdade definitiva.  

A Encarnação de Deus, no humano Jesus; a vida sem pecado deste, sua morte e ressurreição vale tanto para Deus e lhe satisfaz tão completamente, que muitos que viveram, vivam hoje ou amanhã e não arrumem sua vida com o próximo, com Deus ou consigo mesmos, se já tiveram o Pecado Eterno perdoado, Deus não volta atrás, assim tenha que esperar o final do Milênio para recebe-los. Lembre-se que Cristo fez e continua fazendo TUDO para adiantar-nos aos sofrimentos da Grande Tribulação e das Trevas de Fora do Milênio, segundo 1ª Coríntios 15, e não vai parar até não sujeitar a todos e tudo a Ele. Não depende do humano, mas, sim, depende nós ser raptados por ele, ou ficarmos para cumprir processos de disciplinas, por mais que o perdão já tinha e tem existido antes. É que Deus também é justo. Por isso CHAMADOS, JUSTIFICADOS e GLORIFICADOS estão em tempo passado em Romanos 8. 30 e RECONCILIADOS em 2ª Coríntios 5. 19 e Colossenses 1. 20-21.

E lembre-se também, que o pecado não é problema para Deus, porque o Filho o tirou do centro da humanidade, de sua gravitação central, e o removeu, e assim o Pai ficou completa e absolutamente satisfeito. Se Jesus Cristo for esperar que o humano se adapte à Sua Santidade para salva-lo e prospera-lo para a Vida eterna, nunca salvaria nenhum. A pregação focada no pecado está completamente fora de Deus, é inútil, provocativa, geradora de novos pecados, bloqueadora das vontades humanas, porque se trata de um falso evangelho divididor da pessoa interiormente e dela para com os seus semelhantes. No tempo do Antigo Testamento “o amor cobria multidão de pecados”. No tempo do Novo, e da Graça por Jesus Cristo, o Pecado foi removido, e o “corpo de pecado” matado. Agora, quem nasceu de novo, não pecará viciosamente, e quem ainda não foi salvo, será, pela obra de convencimento do Espírito Santo.  

Que compreende Hamartia: Introdução:


Já que a Bíblia define PECADO como HAMARTIA, que significa ERRAR O ALVO, perguntemo-nos...

1. Qual é o alvo que erramos para nos tornar pecadores?

2. Quantas vezes que erremos o alvo será necessário para que Deus nos considere pecadores?

3. Quantas classes de pecados existe na Bíblia?

4. Há gradualidade nos pecados?

5. Quando somos salvos eternamente?

6. Que ou Quantos pecado/s devem ser perdoados para ser salvo?

7. Temos que fazer ao pecador ver seus pecados para que possa ser salvo?

Próximo post:

Que compreende Hamartia: Parte 1

 

 

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