6. Que ou Quantos pecado/s devem ser perdoados para ser salvo?
Também já foi explicado em parte. Agora esclareçamos que para a salvação como ato inicial de passar de morte para a vida, houve o perdão do único pecado que nos separava de Deus, o pecado eterno, o de não crer no Senhor Jesus. Se assim não for, não haveria Hebreus capítulo 11 com uma lista de SALVOS PELA FE, do Antigo Pacto. Pois, lá também estava a GRAÇA SALVADORA, só que as pessoas deviam procura-la, daí que Noé “achou graça diante de Deus”, assim como todos os crentes do Antigo Testamento.
No AT se vivia na Dispensação ou Era da Alma, e de Adão a Moisés, na Era da Carne, e de Cristo em adiante, na Era do Espírito, por tanto, na Era da Alma Deus provava aos homens, não que ele precisasse, mas para que eles se convenceram por si mesmos de que necessitavam de um salvador e que pela observância da Lei jamais chegariam à justificação para ser salvos.
Ali a Fé salvadora era na expectativa de um salvador futuro. A nossa salvação hoje, é numa atitude pretérita para um salvador passado. Ali as mulheres se deixavam engravidar, muitas delas, na expectativa de que seu filho fosse o Messias prometido, e isto foi tomado como Fé por Deus, até mesmo nos casos em que não aceitavam o resgate de seus filhos escravizados até a morte. Mas, depois que Deus provou aos homens a inutilidade de seus esforços sem a Fé, lhes mostrou outro caminho, o caminho da Graça.
Resultante disto, Deus sempre simplificou a salvação como passar de morte para vida, só que, seria uma obra de perdão do único pecado que impedia o novo nascimento, e como o seu plano original ao colocar aos humanos diante da Árvore da Vida, foi que uma vez criados com a vida divina, eles se alimentassem somente de Deus, a Vida, para que essa salvação inicial crescesse neles até a reunião de muitos salvos em um só corpo para ser o Corpo do Filho, sua Esposa, conforme planejaram antes da fundação do mundo, continuou no mesmo plano, só que agora, na sua segunda etapa, a da Redenção.
Nesta etapa, distinta da Criação, e da Filiação, que é a terceira e última etapa do seu Plano Eterno, as pessoas nascem de novo e só crescem até a sua inclusão no Corpo de Cristo e a maturidade de conjunto, para a eternidade futura, por tanto, o perdão de seus pecados também são uma constante enquanto foram salvos, estão sendo salvos e serão salvos.
7. Temos que fazer ao pecador ver seus pecados para que possa ser salvo?
Nunca! Isso não é O Evangelho. A Salvação é obra exclusiva do Salvador, planificada pela Trindade Divina na Eternidade passada, e elaborada para que o Pai dê ao Filho os que haveriam de ser salvos, o Espírito Santo convenceria ao homem de pecado, de justiça e juízo, e o Filho os salvaria. Deus não é improvisado, nem permitirá que um humano pecador seja coautor de nossa salvação com Ele.
O Evangelho Legalista: prega mudança de vida antes de a pessoa ser salva, e na prática, espera que uma pessoa moralmente boa, não precise da experiência do Novo Nascimento, ou que para ela seja mais fácil. Provam exatamente com o que os judeus provaram e fracassou [Rm. 8. 3]. Nenhum judeu do Antigo Testamento foi salvo por guardar a Lei, senão pura e exclusivamente pela Fé num Cristo apenas prometido, porém futuro.
O Evangelho Sionista: prega alertando dos pecados, da justiça e do juízo de Deus, exatamente o contrário do que não se deve fazer, usurpando a função do Espírito Santo.
O Evangelho de Jesus Cristo: Romanos 14 detalha três [3] coisas que não devemos usar para julgar se uma pessoa é salva ou não; se tem sido perdoada, ou não; se está em pecado ou não, e são: 1) tempo; 2) comida; 3) bebida; 4). A pessoa pode guardar um dia diferente, ou nenhum, ou todos os dias; pode comer muito ou pouco, animal afogado ou sangre de animal, ou somente caviar, e consequentemente, se ainda pratica coisas do judaísmo ou de outras religiões, ou do paganismo. O Evangelho é tão BOA NOTÍCIA, que a Igreja primitiva teve de fazer seu Primeiro Concílio para combinar entre judeus e gentis apenas quatro coisas que os gentis não deviam fazer, a fim de não fechar as portas da salvação dos judeus que jamais tinham ouvido do Evangelho e agora estavam entrando para a Igreja. Das quatro coisas, somente duas permanecem até hoje: a idolatria, e a fornicação; afogado e sangue Jesus desestimou claramente em Mateus 15. 11 e os apóstolos em Romanos 14. 20.
Quando Romanos 14. 14 ao 17 coloca A Palavra como elemento salvífico, não se refere à palavra do homem, nem muito menos às palavras de mandatos sociais ou religiosos, senão à Palavra constitutiva do Evangelho que é Poder de Deus suficiente para salvar.



